Brasil não é um bom país para as crianças

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Nem o primeiro, nem o segundo, muito menos o terceiro lugar. O Brasil ocupa a triste 89ª posição em um ranking dos melhores e piores países do mundo para as crianças crescerem. Nosso país não é um bom lugar para ser criança.

A lista “End of Childhood Index 2017” (Índice sobre o fim da infância 2017, em tradução livre) foi elaborada pela ONG internacional Save the Children e lançada em junho deste ano.

Para formular esse índice, a entidade levou em consideração dados recentes dos países sobre: mortalidade infantil, desnutrição, evasão escolar, trabalho infantil, casamento infantil, gravidez precoce, migração por guerras e conflitos e homicídio de crianças e adolescentes.

A relação inclui 172 países; o Brasil está no meio da tabela. A Noruega ocupa o primeiro lugar do ranking, sendo o melhor país para as crianças. Já o Niger figura na última colocação.

De acordo com o estudo da Save the Children, o Brasil se destaca negativamente quando o assunto é o assassinato de menores de 20 anos. O país tem a 5ª maior taxa de homicídios de crianças, adolescentes e jovens, ficando atrás apenas de Honduras, Venezuela, El Salvador e Colômbia.       

“Quais crianças sobrevivem ou morrem, aprendem ou não, são protegidas ou prejudicadas, isso não é por acaso. Infâncias perdidas são o resultado de escolhas que excluem certos grupos de crianças, de propósito ou por negligência. Milhões de crianças tiveram suas infâncias abreviadas por causa de quem são e onde vivem”, diz o documento.

Leia o estudo completo da Save the Children (em inglês). 

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Foto de perfil de Fabi Maranhão

Jornalista-militante, feminista e vegana.

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