Lugar de criança também é na rua

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Se você mora em uma grande cidade brasileira, qual foi a última vez que viu crianças brincando na rua? Demorou um tempo pensando, não foi?

A realidade é que tem sido cada vez mais difícil vê-las se divertindo livremente em espaços públicos. O tema é assunto da reportagem “Crianças sem vez”, publicada esta semana pelo UOL. A matéria mostra que hoje em dia pais e mães têm impedido que seus filhos e filhas brinquem fora de casa ou dos condomínios por medo de atropelamentos e da violência tão presentes nos grandes centros urbanos.

Como uma das consequências desse confinamento, atualmente é grande a quantidade de suspeitas de hiperatividade e déficit de atenção entre a criançada. Para Beatriz de Paula Souza, coordenadora do Serviço de Orientação à Queixa Escolar, ligado ao Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), “é assustador como esse modo de vida [em confinamento]é doentio para o desenvolvimento físico, psíquico e intelectual” das crianças.

Para tornar as ruas mais amigáveis aos pequenos, especialistas defendem dar voz a elas. “Defendo uma inversão da lógica do planejamento urbano. Proponho que ele deva partir daquilo que seria bom para a criança. É preciso escutar as crianças e incorporar as demandas delas. O que é bom para criança é bom para todo mundo”, declara o arquiteto e urbanista Samy Lansky, mestre e doutor em Educação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Segundo ele, a cidade amiga da criançada “precisa ter calçadas adequadas à circulação do pedestre, espaços de permanência, com bancos e arborização adequada, lixeiras para que a cidade seja limpa, além de espaços para brincar, correr e aprender a andar de bicicleta.”

Leia a reportagem completa.

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Foto de perfil de Fabi Maranhão

Jornalista-militante, feminista e vegana.

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