share

COMPARTILHAR

20 de March de 2019

#Gênero

Cartas para Malala: meninas do Alto Santa Isabel escrevem mensagens para Nobel da Paz

Em todo o mundo, o acesso à educação de qualidade ainda é um privilégio. Pobreza, discriminação de gênero e guerras são algumas das barreiras que podem afastar meninas das escolas.  A ONG Mirim Brasil sabe disso e está empenhada na construção de bases sólidas para que todas as meninas de Pernambuco tenham uma boa educação. Uma referência global sobre o tema é a mais jovem Nobel da Paz, Malala Yousafzai.

No final de semana, cerca de 20 meninas, que participam do projeto Pontinha do Futuro, no Alto Santa Isabel, escreveram cartinhas para a paquistanesa. Quem se encarregará de entregar a carta, será a presidente da ONG Mirim Brasil, Sylvia Siqueira Campos, que está em Dubai, nos Emirados Árabes, para um encontro com os participantes da Rede Gulmakai nos próximos dias 19, 20 e 21 de março. A rede é uma iniciativa do Fundo Malala para fortalecer os movimentos em defesa da educação de meninas em todo o mundo


Em julho do ano passado, Sylvia foi escolhida para ser uma das três brasileiras participantes da Rede Gulmakai. Além disso, o Fundo Malala, organização internacional sem fins lucrativos fundada por Malala Yousafzai, anunciou apoio ao MIRIM em um projeto com foco na educação de meninas, principalmente negras, quilombolas e indígenas, em Pernambuco. Durante a primeira visita de Malala ao Brasil, Sylvia teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e conversar com ela, em Salvador.




Fórum Global sobre Educação
Também em Dubai, Sylvia  participará do Fórum Global sobre Educação, nos dias 22, 23 e 24 de março. O evento reúne líderes mundiais dos setores público, privado e social em busca de soluções para alcançar educação, equidade e emprego para todos e todas. Durante o fórum, ela fará uma apresentação sobre a importância da sociedade civil organizada no desenho e monitoramento da implementação de políticas públicas na área de educação.

Segundo Sylvia, a educação é um direito em qualquer parte do mundo. “Precisamos avançar no reconhecimento da igualdade para atuar na equidade no acesso e nas possibilidades de mudanças estruturantes, como a quebra dos ciclos de pobreza e a construção de uma cultura feminista. Tomar isso com coragem significa ir além do que o nosso cotidiano comum alcança e passamos a enxergar”, avalia.

Pontinha de Futuro

Com 87 alunas matriculadas entre idades de 3 a 16 anos, o Projeto Pontinha de Futuro tem como intuito transmitir a base dos ensinamentos do Ballet Clássico, gratuitamente, para crianças menos favorecidas ou em situação de vulnerabilidade social na zona nrte do Recife

Para ingressar e se manter no Projeto é preciso que a menina esteja matriculada em uma escola regular de Educação Infantil ou Ensino Fundamental, ser assídua tanto na escola quanto nas aulas do Projeto e ter boas notas. Cada bailarina ganha uma "Madrinha", pessoa que fica responsável por providenciar o primeiro uniforme completo de Ballet e também se dispõe a ajudar com materiais eventualmente necessários e incentivar a criança para que se empenhe no Ballet e na vida escolar.